A vaginose citolítica é uma alteração da flora vaginal que pode causar sintomas semelhantes aos de uma candidíase, como coceira, ardência, vermelhidão e aumento do corrimento vaginal. Por isso, muitas mulheres acabam utilizando medicamentos para candidíase sem melhora dos sintomas.
Mas o que é a vaginose citolítica? Essa condição está relacionada ao crescimento excessivo de lactobacilos na vagina, que pode levar à quebra das células vaginais e à alteração do equilíbrio do ambiente vaginal.

Sobre a médica
Sou a Dra. Colette Omotosho, médica formada pela Universidade de Brasília (UnB), com atuação em ginecologia e saúde da mulher.
No consultório, realizo uma avaliação individualizada de mulheres com corrimento, coceira, ardência e desconforto vaginal, especialmente quando os sintomas são recorrentes ou persistem apesar de tratamentos anteriores.
Na investigação da vaginose citolítica, a avaliação clínica pode ser associada à análise do pH vaginal e à microscopia da secreção, permitindo observar características da microbiota, como predominância de lactobacilos e citólise, além de auxiliar no diagnóstico diferencial com candidíase e outras condições vaginais.
Meu objetivo é identificar a possível causa dos sintomas antes de definir a conduta, evitando tratamentos repetitivos sem um diagnóstico adequado.
Nem toda coceira é candidíase. Investigar corretamente é o primeiro passo para cuidar da saúde vaginal.

Depoimentos
Kizzy Vogado
Há 5 dias
Em tempos em que tantas vezes falta sensibilidade no cuidado em saúde, encontrar a Dra. Colette foi um verdadeiro achado. Há tempos buscava uma ginecologista com quem eu realmente me sentisse segura, acolhida e à vontade, e foi exatamente assim que me senti desde o primeiro atendimento. Quando ela afirma pautar seu trabalho no cuidado integrado, faz muito jus a essa proposta — não me senti apenas atendida, me senti cuidada de forma integral e sistêmica. É uma médica pontual, olha nos olhos, conversa, explica e esclarece dúvidas sem pressa, e especialmente ouve com atenção a paciente. Nossa saúde merece investimento, e encontrar profissionais que unem conhecimento técnico, sensibilidade, escuta e humanidade não tem preço. Dra. Colette ganhou uma paciente!
Ana Paula Matias
Há 6 semanas
Dra. Colette tem um atendimento personalizado e humanizado. Ela consegue ir além das questões ginecológicas e oferece uma atenção integral. Super recomendo!
Debora Vieira
Há 1 semana
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Ellen Barbosa
Há 10 semanas
Muito bom, humana e acolhedora.
Tâmy Pinos
Há 5 semanas
Dra. Colette é excelente profissional! Atenciosa, cuidadosa e extremamente competente. A consulta foi conduzida com calma, escuta e respeito, fazendo com que eu me sentisse acolhida, segura e encorajada a fazer a reposição hormonal com implante de Chip. Recomendo de olhos fechados!
Abia Larissa Marques Silva
Há 9 semanas
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Renatta Gomes Sousa
Há 13 semanas
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Viviane Castro
Há 21 semanas
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O que é vaginose citolítica?
A vaginose citolítica acontece quando existe uma quantidade elevada de lactobacilos, principalmente espécies produtoras de ácido, levando a uma redução excessiva do pH vaginal.
Os lactobacilos normalmente fazem parte da microbiota vaginal saudável. Porém, quando há um desequilíbrio, o excesso dessas bactérias pode provocar sintomas.
Por isso, nem todo corrimento ou coceira vaginal significa candidíase.

Quais são os sintomas da vaginose citolítica?
Os sintomas podem variar, mas os mais comuns incluem:
- Coceira vaginal;
- Ardência ou desconforto;
- Vermelhidão na região vulvar;
- Corrimento vaginal branco;
- Sensação de irritação vaginal;
- Desconforto durante a relação sexual;
- Sintomas que podem piorar em determinados períodos do ciclo menstrual.
A semelhança com a candidíase é justamente um dos motivos pelos quais o diagnóstico pode ser confundido.

Vaginose citolítica ou candidíase?
Essa é uma dúvida muito comum.
Na candidíase vaginal, os sintomas geralmente estão relacionados à presença excessiva de fungos, principalmente Candida. Já na vaginose citolítica, o problema está associado ao excesso de lactobacilos e à citólise, que é a destruição das células vaginais.
Por isso, utilizar repetidamente medicamentos antifúngicos quando não existe candidíase pode não resolver os sintomas.
Vaginose citolítica x vaginose bacteriana
Apesar dos nomes semelhantes, são situações diferentes.
Na vaginose bacteriana, ocorre uma alteração da microbiota com redução dos lactobacilos e aumento de bactérias associadas à vaginose. O pH geralmente fica acima de 4,5 e podem aparecer clue cells na microscopia.
Na vaginose citolítica, observa-se abundância de lactobacilos, citólise e pH mais ácido.
Essa diferença é fundamental porque o tratamento de uma condição não deve ser automaticamente utilizado para outra.

Como é feito o diagnóstico vaginose citolítica?
O diagnóstico deve considerar os sintomas, o exame ginecológico e, quando indicado, a avaliação do conteúdo vaginal.
A microscopia vaginal pode ajudar a identificar o padrão da microbiota, observar a quantidade de lactobacilos, alterações nas células vaginais e outros achados que ajudam a diferenciar a vaginose citolítica de outras causas de corrimento e irritação.
Essa avaliação é importante porque diferentes condições podem apresentar sintomas muito parecidos.
Qual é o pH da vaginose citolítica?
O pH vaginal é uma informação muito útil no diagnóstico diferencial das vaginites.
Na vaginose citolítica, costuma-se encontrar um ambiente vaginal bastante ácido, tradicionalmente descrito em torno de 3,5 a 4,5.
Isso ajuda a diferenciá-la da vaginose bacteriana, na qual o pH vaginal geralmente está acima de 4,5.
Mas o pH isoladamente não fecha o diagnóstico.
Ele precisa ser interpretado juntamente com os sintomas, exame ginecológico e achados microscópicos.
Por que algumas mulheres tratam candidíase várias vezes e não melhoram?
Porque sintomas vaginais não são exclusivos da candidíase.
Coceira, ardência e corrimento podem ocorrer em diferentes condições.
Quando uma mulher utiliza antifúngicos repetidamente sem confirmação diagnóstica, pode acontecer de o verdadeiro problema não ser causado por Candida.
Entre os diagnósticos diferenciais estão vaginose citolítica, vaginose bacteriana, tricomoníase, vaginite aeróbica, vaginite inflamatória descamativa, dermatites vulvares e outras condições ginecológicas.
É justamente nesses casos que a microscopia da secreção vaginal e a avaliação do pH podem ser particularmente úteis.
Como tratar a vaginose citolítica?
O tratamento depende da avaliação médica e deve ser individualizado.
Como a vaginose citolítica está relacionada a um excesso de lactobacilos e à acidez vaginal, a abordagem pode ser diferente daquela utilizada para tratar uma candidíase.
Por isso, antes de iniciar tratamentos repetidos para fungos, é importante confirmar qual alteração está realmente presente.
Vaginose citolítica tem cura?
Sim. Com a identificação correta da causa dos sintomas e o tratamento adequado, é possível controlar a condição e melhorar o desconforto vaginal.
Se os sintomas persistem ou voltam frequentemente, é importante investigar outras possíveis causas, em vez de simplesmente repetir o mesmo tratamento.
Quando procurar uma ginecologista?
Se você apresenta coceira, ardência, corrimento ou irritação vaginal recorrente, principalmente quando os tratamentos para candidíase não funcionam, vale a pena realizar uma avaliação ginecológica.
A vagina possui uma microbiota própria e nem toda alteração vaginal é uma infecção. Identificar o que está acontecendo é o primeiro passo para escolher o tratamento adequado.
Importante: sintomas vaginais podem ter várias causas. O diagnóstico da vaginose citolítica deve ser feito por um profissional de saúde após avaliação clínica e, quando necessário, exames complementares.
Conclusão
A vaginose citolítica ainda é uma condição pouco conhecida e pode ser facilmente confundida com candidíase, principalmente porque sintomas como coceira, ardência, desconforto e corrimento esbranquiçado podem estar presentes nas duas situações.
Quando esses sintomas se repetem ou não melhoram após tratamentos para candidíase, é importante evitar a automedicação e buscar uma investigação mais detalhada. A avaliação clínica associada ao pH vaginal, à microscopia da secreção e, quando indicado, à coloração de Gram pode ajudar a identificar alterações da microbiota e direcionar o tratamento adequado.
Nem toda coceira é candidíase. Um diagnóstico preciso evita tratamentos desnecessários e permite cuidar da saúde vaginal de forma individualizada.

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Mais informações: Manual MSD
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