
A chegada da menopausa traz consigo uma série de transformações no corpo da mulher. Enquanto os fogachos (ondas de calor) e as alterações de humor costumam receber toda a atenção, existe uma condição silenciosa que afeta mais da metade das mulheres na pós-menopausa, mas sobre a qual poucas ousam falar: a Síndrome Geniturinária da Menopausa (GSM).
Além dos sintomas mais visíveis, a síndrome geniturinária da menopausa pode afetar aspectos da vida que você não imagina.
A síndrome geniturinária da menopausa é frequentemente subdiagnosticada, resultando em um número significativo de mulheres que sofrem desnecessariamente.
Se você tem sentido secura íntima, dor durante as relações sexuais ou infecções urinárias recorrentes, saiba que você não está sozinha e, mais importante, não precisa se conformar com isso. O desconforto na região íntima não é “apenas uma parte do envelhecimento” que deve ser tolerada.
É importante que as mulheres conheçam a síndrome geniturinária da menopausa para que possam buscar a ajuda necessária.
Compreender a síndrome geniturinária da menopausa é essencial para que possamos buscar tratamentos eficazes.

Com a queda hormonal, especialmente na menopausa, a região íntima pode sofrer alterações como ressecamento, dor na relação e perda de elasticidade.
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O que é a GSM (Síndrome Geniturinária da Menopausa)
A Síndrome Geniturinária da Menopausa (GSM) é um conjunto de sinais e sintomas causados pela redução dos níveis de estrogênio após a menopausa.
Ter consciência da síndrome geniturinária da menopausa ajuda a quebrar tabus e preconceitos.
A síndrome geniturinária da menopausa pode ser tratada de forma eficaz, desde que as mulheres busquem orientação médica.
Infelizmente, muitos ignoram os sintomas da síndrome geniturinária da menopausa, acreditando que são normais.
Reconhecer a síndrome geniturinária da menopausa é o primeiro passo para o tratamento eficaz.
Ela afeta principalmente a região íntima e o trato urinário, impactando diretamente a qualidade de vida da mulher.
Muitas pacientes chegam ao consultório sem saber que esses sintomas têm tratamento — e que não são “normais da idade”.
Síndrome Geniturinária da Menopausa é comum em mulheres após a menopausa, mas pode ocorrer em estados de baixo estrogênio, como após o tratamento de câncer, histerectomia com preservação ovariana, ou terapias que reduzem estrogênio.
Sobre a médica
Sou a Dra. Colette Camara Omotosho, médica com atuação em ginecologia e foco em saúde da mulher e bem-estar hormonal.
Meu compromisso vai além de tratar sintomas. Eu cuido da mulher como um todo.
Criei um atendimento onde você não será apenas mais uma paciente, mas ouvida com atenção real, sem pressa e sem julgamentos. Aqui, cada detalhe importa: seu corpo, sua história, suas emoções e seus objetivos.
Sou formada pela Universidade de Brasília (UnB), uma das principais instituições de ensino médico do país, e construí minha prática com foco na saúde da mulher de forma integral.
Ao longo da minha trajetória, percebi que muitas mulheres chegam ao consultório acreditando que sintomas íntimos após a menopausa são “normais da idade”, quando na verdade merecem atenção e tratamento adequado.
A Síndrome Geniturinária da Menopausa (GSM) pode causar sintomas como:
- Ressecamento vaginal
- Dor na relação sexual
- Ardência íntima
- Coceira vaginal
- Desconforto urinário
- Infecções urinárias recorrentes
- Sensação de irritação íntima
- Impacto na libido e autoestima
Esses sintomas podem afetar profundamente a qualidade de vida feminina, mas muitas mulheres sentem vergonha ou insegurança de falar sobre o assunto.
Meu consultório é um espaço seguro para mulheres que:
- Sofrem com sintomas íntimos da menopausa
- Sentem desconforto vaginal ou urinário recorrente
- Percebem alterações na libido e feminilidade
- Procuram acolhimento sem julgamentos
- Desejam compreender melhor o próprio corpo
- Buscam um atendimento humanizado e individualizado
Se você sente que algo mudou no seu corpo, seu sofrimento merece ser levado a sério.
Um atendimento baseado em escuta, ciência e personalização.
Minha abordagem é baseada em três pilares:
Escuta ativa real
Antes de qualquer protocolo, eu entendo você. Seu corpo fala e eu levo isso a sério.
Raciocínio clínico aprofundado
Avalio hormônios, saúde íntima, metabolismo, estilo de vida e sinais sutis que muitas vezes passam despercebidos.
Tratamento individualizado
Nada de fórmulas prontas. Cada paciente recebe um plano pensado exclusivamente para sua fase de vida, necessidades e objetivos.

O Papel do Estrogênio na Saúde Íntima
Para entender a Síndrome Geniturinária da Menopausa GSM, precisamos entender como o estrogênio atua no corpo da mulher. Durante a fase reprodutiva, oestrogênio é o hormônio responsável por manter os tecidos da vulva e da vagina espessos, elásticos, bem irrigados por sangue e lubrificados.
Além disso, o estrogênio mantém o pH vaginal ácido (entre 3.5 e 4.5), o que favorece a proliferação dos lactobacilos (bactérias boas) que protegem a região contra infecções.
Quando a menopausa chega e os ovários param de produzir estrogênio em grandes quantidades, ocorre um efeito dominó:
- O tecido vaginal se torna mais fino, frágil e perde a elasticidade.
- A lubrificação natural diminui drasticamente.
- O fluxo sanguíneo para a região pélvica é reduzido.
- O pH da vagina se torna mais alcalino (acima de 5.0), facilitando a proliferação de bactérias ruins e o risco de infecções.
- Os tecidos da uretra e da base da bexiga também afinam, perdendo a capacidade de segurar a urina de forma eficiente.

Com a queda hormonal, especialmente na menopausa, a região íntima pode sofrer alterações como ressecamento, dor na relação e perda de elasticidade.
Principais Causas e Fatores de Risco
Falar sobre a síndrome geniturinária da menopausa é o primeiro passo para encontrar soluções eficazes.
A causa primária é a deficiência de estrogênio, que pode ocorrer por diversos motivos:
As mulheres devem se sentir encorajadas a discutir a síndrome geniturinária da menopausa com seus médicos.
- Menopausa natural: O envelhecimento natural e a falência ovariana.
- Menopausa cirúrgica: A remoção dos ovários (ooforectomia) antes da idade natural da menopausa.
- Tratamentos oncológicos: Quimioterapia, radioterapia pélvica ou o uso de medicamentos bloqueadores de hormônios (como tamoxifeno ou inibidores de aromatase, usados no tratamento do câncer de mama).
- Pós-parto e amamentação: Períodos em que o estrogênio cai naturalmente (embora a GSM nesses casos seja temporária).
Fatores que agravam a condição:
- Tabagismo: Fumar prejudica a circulação sanguínea e interfere na ação do estrogênio no corpo, piorando a secura e a atrofia.
- Falta de atividade sexual: A atividade sexual regular (com ou sem parceiro) aumenta o fluxo sanguíneo para a região pélvica, o que ajuda a manter os tecidos saudáveis.
Sintomas e Como ela afeta o corpo?
A Síndrome Geniturinária da Menopausa não se manifesta da mesma forma em todas as mulheres. Algumas apresentam apenas um sintoma leve, enquanto outras sofrem com uma combinação severa que afeta a rotina diária. Os sintomas são divididos em três categorias principais:
1. Sintomas Vaginais e Vulvares
- Secura vaginal: É o sintoma mais relatado. A sensação de falta de umidade ocorre não apenas durante o sexo, mas no dia a dia.
- Coceira e irritação: A pele fina e ressecada da vulva pode coçar intensamente, sendo facilmente confundida com candidíase.
- Sensação de queimação: Ardor constante na região íntima, mesmo ao usar roupas mais justas ou ao caminhar.
- Corrimento anormal: Um leve corrimento amarelado pode surgir devido à alteração do pH e da flora vaginal.

2. Sintomas Sexuais (Dispareunia)
- Dor durante a relação sexual: A falta de lubrificação e o estreitamento do canal vaginal causam atrito doloroso.
- Sangramento pós-coito: Pequenos sangramentos após a relação sexual devido a microfissuras na mucosa fragilizada.
- Queda da libido: A antecipação da dor faz com que muitas mulheres percam o desejo sexual, gerando ansiedade e afetando a intimidade do casal.
3. Sintomas Urinários
- Infecções do Trato Urinário (ITU) recorrentes: A mudança no pH facilita a entrada de bactérias na uretra.
- Urgência urinária: Necessidade súbita e incontrolável de correr para o banheiro.
- Disúria: Dor ou ardência ao urinar, muitas vezes sem a presença de bactérias no exame de urina.
- Incontinência leve: Pequenos escapes de urina ao tossir, espirrar ou rir.
Importante: não é “normal sofrer”
Muitas mulheres acreditam que esses sintomas fazem parte do envelhecimento e que precisam simplesmente aceitar.
Mas isso não é verdade.
O Impacto Psicológico e na Qualidade de Vida
É impossível falar de GSM sem abordar o impacto emocional. A dor constante e a dificuldade em manter relações sexuais prazerosas podem levar a um distanciamento entre o casal. Muitas mulheres sentem vergonha, acreditando que seus corpos estão “falhando”.
Além disso, o desconforto diário — como a dor ao usar uma calça jeans, andar de bicicleta ou até mesmo ficar sentada por longos períodos no trabalho — drena a energia e pode ser um gatilho para quadros de ansiedade e depressão leve. Romper o silêncio no consultório médico é o primeiro passo para recuperar a autoestima.
Como é feito o diagnóstico
Diagnóstico principalmente clínico, baseado em histórico detalhado e exame físico.
Exames que podem ser solicitados (quando indicado):
1-Ouvir seu histórico: Fazer perguntas sobre seus sintomas, vida sexual e rotina urinária.
2-Exame físico e pélvico: O médico avaliará visualmente a vulva e a vagina em busca de sinais como palidez, afinamento da pele, perda das rugosidades naturais da vagina (pregas vaginais) e ressecamento.
3- Descartar outras causas: Se houver sintomas urinários fortes, um exame de urina pode ser solicitado para descartar uma infecção bacteriana ativa.
Tratamento para a Síndrome Geniturinária da Menopausa
A excelente notícia é que a Síndrome Geniturinária da Menopausa é altamente tratável. Diferente dos fogachos, que tendem a melhorar com o tempo, a GSM costuma piorar se não for tratada. Portanto, a intervenção precoce é fundamental. Os tratamentos são divididos em não hormonais e hormonais.
1. Terapias Não Hormonais (Primeira Linha)
Indicadas para sintomas leves ou para mulheres que não podem ou não desejam usar hormônios (como sobreviventes de câncer de mama).
- Hidratantes Vaginais: Diferente dos lubrificantes, os hidratantes (muitos à base de ácido hialurônico) são usados regularmente (2 a 3 vezes por semana), independentemente da atividade sexual. Eles aderem à mucosa vaginal, retendo água e imitando as secreções naturais para proporcionar conforto contínuo.
- Lubrificantes Íntimos: Devem ser usados exclusivamente no momento da relação sexual para reduzir o atrito. Prefira os à base de água ou silicone, evitando os que contêm perfumes, corantes ou propriedades de aquecimento/resfriamento, que podem irritar a pele sensível.

Existem tratamentos seguros, eficazes e individualizados, como hidratantes íntimos e terapias hormonais locais, que realmente transformam a vida da mulher.
2. Terapias Hormonais Locais (Padrão Ouro)
Para sintomas moderados a graves, a reposição de estrogênio diretamente na vagina é o tratamento mais eficaz. Por ser uma aplicação local, a absorção para a corrente sanguínea é mínima, tornando-o extremamente seguro, mesmo para mulheres que não podem fazer a Terapia de Reposição Hormonal (TRH) sistêmica.
- Cremes Vaginais: Aplicados com um aplicador. Geralmente usados diariamente por duas semanas e depois reduzidos para duas vezes por semana.
- Óvulos ou Comprimidos Vaginais: Pequenas pastilhas inseridas na vagina que se dissolvem e liberam estrogênio.
- Anel Vaginal de Baixa Dose: Um anel flexível inserido na vagina pelo médico ou pela paciente, que libera uma dose contínua de estrogênio por 90 dias.
- Prasterona (DHEA): Um óvulo vaginal diário que o próprio tecido vaginal converte em estrogênio e testosterona locais, melhorando a lubrificação e a dor.
3. Tratamentos Inovadores: Laser e Radiofrequência
A tecnologia trouxe avanços incríveis para a saúde íntima. O uso de Laser Vaginal (CO2 ou Erbium) ou terapias de Radiofrequência atua promovendo microlesões térmicas controladas na mucosa. O corpo reage a esse estímulo produzindo novo colágeno, elastina e aumentando a vascularização da área. É uma opção excelente e indolor, especialmente para mulheres com contraindicação absoluta aos hormônios.
4. Fisioterapia Pélvica
A fisioterapia do assoalho pélvico é uma grande aliada. Profissionais especializados ensinam exercícios (como os de Kegel) e usam técnicas de relaxamento que ajudam a melhorar o tônus muscular, reduzir a dor durante o sexo e controlar os escapes de urina.
Prevenção, Estilo de Vida e Autocuidado
O tratamento médico deve ser acompanhado de mudanças positivas no estilo de vida:
- Mantenha-se hidratada: Beba bastante água diariamente. A pele do corpo inteiro, incluindo a vulva, precisa de hidratação de dentro para fora.
- Higiene adequada: Evite sabonetes íntimos perfumados, duchas vaginais e lenços umedecidos com álcool. Lave a vulva apenas com água ou sabonetes neutros e suaves recomendados pelo seu médico.
- Roupas respiráveis: Dê preferência a calcinhas de algodão e evite roupas excessivamente justas no dia a dia.
- Atividade sexual: Manter a vida sexual ativa (sozinha ou com parceria) ajuda a preservar a flexibilidade e o fluxo sanguíneo do canal vaginal.
Conclusão
A síndrome geniturinária da menopausa é uma consequência natural do envelhecimento feminino, mas o sofrimento não precisa ser. A dor, a secura e as infecções urinárias constantes não devem ser aceitas como o “novo normal”.
É imprescindível que as mulheres se informem sobre a síndrome geniturinária da menopausa e suas opções de tratamento.
O conhecimento sobre a síndrome geniturinária da menopausa pode empoderar as mulheres em suas escolhas de saúde.
As consequências da síndrome geniturinária da menopausa vão além dos sintomas físicos, afetando também a saúde mental.
Buscar informações sobre a síndrome geniturinária da menopausa é fundamental para um envelhecimento saudável.
Tenho um compromisso genuíno em oferecer um atendimento humanizado, estratégico e profundamente individualizado. Meu consultório é um espaço seguro, onde cada mulher é acolhida com escuta, respeito e sensibilidade sem julgamentos.
O impacto da síndrome geniturinária da menopausa na vida sexual feminina é um tema que merece atenção.
A informação é a chave para lidar com a síndrome geniturinária da menopausa de forma eficaz.
Considere a síndrome geniturinária da menopausa como uma condição tratável e busque ajuda se necessário.
Com o tratamento adequado, a síndrome geniturinária da menopausa não precisa ser um obstáculo na sua vida.
Hoje, a medicina oferece um arsenal terapêutico vasto, seguro e altamente eficaz para restaurar a saúde da sua mucosa íntima e devolver o prazer, a confiança e a qualidade de vida.
Se você se identificou com os sintomas da síndrome geniturinária da menopausa, deixe a vergonha de lado. Agende uma consulta e converse abertamente sobre o que você está sentindo. O seu bem-estar íntimo merece cuidado e prioridade.

Linka para: artigo da Menopausa e Vaginite
Mais informações: Manual MSD
https://www.febrasgo.org.br/pt
menopause.org

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